Será verdade a famosa frase do filósofo Cioran, o cara da lógica do pior, que diz: "A ignorância, às vezes, é uma bênção"?
Penso com meus botões sobre a lógica do saber, do estar ciente de algo. Comentei recentemente na Sílvia sobre a verdade doer mais porém apenas uma vez, diferente da mentira ou ommissão que dói duplamente. No entanto, se vc ignora um fato, o qual vc pode jamais vir a saber a verdade (a qual te magoaria), o que é 'menos pior', vc saber ou continuar vivendo na ilusão de que aquele algo não existe ou aconteceu?
Todo ato tem uma consequência, toda ação gera reação. Será por esta razão que nossas vidas tomam rumos inesperados? Pelo fato de não termos estados ciente de alguma verdade que nos rodeou e como consequência tudo acaba, tudo toma um caminho nunca imaginado?!
A 'verdade' está na intenção e por conseguinte fingimento, ou a 'verdade' está no que é puro e simples, onde absolutamente nada possa contradizer?
Por exemplo, a traição está na intenção/ato velado de trair, ou ela está na descoberta do ser traído? Vcs já devem ter ouvido a questão: "Se vc fosse traída, vc preferia saber ou nunca tomar conhecimento?". A meu ver o traído é implicado contra a sua vontade e preferência a vivenciar uma ilusão - a qual até a descoberta da 'verdade' é calma, tranquila e rotineira. Enquanto o traído acha que conhece seu companheiro,contando naturalmente com sua dedicação e carinho, dando-lhe espaço para sua individualidade (afinal nada mais coerente e justo), o companheiro está às voltas em busca de parceiros sexuais, evidenciando a questão do 'tudo tem que ser bem escondidinho'. - É melhor o traído saber disso ou ignorar o fato/verdade?
A traição pra mim, nesse caso já ocorreu no momento que o indivíduo decidiu por buscar outros parceiros. Não quero ser moralista em demasia, porém se dentro da relação a tranquilidade se dá ao status 'fidelidade'. Nunca antes havia sido questionado a possibilidade de relacionamento aberto, às vezes até pode ter sido, mas ficou veêmentemente descartada tal hipótese. O quê agora dá o direito ao outro de tomar a liberdade e direito do traído de estar ciente do que se passa com o companheiro?? Tirando-lhe o direito de falar: "não, assim eu não quero, vou sair deste relacionamento e vc faz o que vc está com vontade. Sua vontade não é a minha, então não há porque continuarmos juntos". O que faz com que o indivíduo tenha mais direitos que o traído, impedindo-o de tomar o rumo que ache mais conveniente já q está em desacordo com os desejos do indivíduo??
Sinceramente, eu não acredito em relacionamentos assim. São nati-mortos. É como numa declaração de amor vc ouvísse: "Te dou eu por inteiro, a minha parte ilusória, essa que só existe em seu pensamento. Meus desejos e vontades com vc são pra vc e só pra vc. Meu resto é meu e só meu e vou fazer qualquer coisa que eu sentir vontade sem vc e sem vc saber, é só vc não saber".
Se as pessoas fossem mais verdadeiras acredito que as declarações de amor seriam 90% como essas. Não quero desconsiderar os 10% de pessoas que ainda acreditam na integração real de relacionamento. Imaginem se fosse assim, quantos rumos diferentes a vida tomaria!!! Diferentes, porém, escolhidos!!! Ao contrário dessa arbitrariedade conjunta à traição.
Escolhí a questão 'traição conjugal' por ser mais fácil de se explicar filosóficamente o tema 'relatividade da verdade'. Não pretendo trair, mto menos ser traída. Estou numa fase mto boa de meu relacionamento pessoal. Questiono-me aqui sobre as aparências e faz-de-conta da mente humana e o quanto ela interage com os outros à volta, mudando caminhos e percepções de pessoas que sequer foram qustionadas se era isso o que desejavam.
A verdade dá direito ou os tira?
A imaginação, a ilusão, é uma pseudo verdade ou é a verdade? (Visto que ela tb age e interage com a reação das coisas em volta).
O individualismo se encerra em verdades pessoais cujo indivíduo prefere estar alheio aos efeitos que pode causar ao redor? Sendo este bom ou ruim.
Ou o individualismo é o vc SABER e ter o direito de ESCOLHER o que fazer? Dentro de uma verdade-realidade coletiva.
Acho que este post não vai render nenhum comentário hahahahahaha
Então... "vamo bebe pq cumer engorda"
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Do saber...
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Joga a mãe!!!
E vou jogar a mãe na conversa... por coincidência a Santa Sílvia citou 'mãe' tb no post dela. Mas é só coincidência.
Faz tempo não blogo, portanto há diversas coisas pra escrever. Óbvio q não escreverei tudo, cansa de escrever e cansa de ler...
O namoro, tks god, voltou a ser bilateral. Celebramos com uma pusta viagem a Ubatuba, meu paraíso. Só choveu, então ficamos embriagados a maior parte do tempo e comemos tb, a maior parte do tempo. O filet au poivre do Restaurante Malibu (Itaguá) é coisa de LOUCO! è pra se recomendar mesmo, dizer aos 4 ventos!! PORRA como é difícil achar um restaurante q saiba fazer mignon corretamente.. pelamor, parece simples, mas não é. E lá a coisa é MINUCIOSA, eu quis encher o saco e pedí meu filet "mal-passado" para "ao ponto", o cara teve as manhas de fazer impecavelmente como pedí. Deu tesão comer, e o molhinho, grossinho e apimentado no ponto certo, saborosíssimo, pimenta quebrada na hora. AMAZING!!! Só comendo mesmo, mas cuidado pra não gozar na mesa... a coisa é êxtase puro - pra quem sabe apreciar.
**********************************
Vamos falar da 'mãe'.
Assistam:
Re-ativei meu orkut, postei zilhões de fotos e tal. Nunca fui de mostrar mto minha cara, mas estou entrando em novo período da vida. Aquela crise dos 33 anos. Estou revendo minhas preferências, lembrando e redirecionando meus sonhos e desejos... e decidí mostrar minha cara antes q ela fique todo flácida e enrugada heheh - implacável lei natural.
Daí eu ví um vídeo q publiquei lá há MUITO tempo: um petit pourri de Gilmore Girls. Aquilo lá é minha vida TODA!!! É impressionante!! Claro que para meus olhos.
Lembra-me mto a relação q eu tinha com minha mãe. Entendo este vídeo como eu sendo a avó(Emily), a mãe(Lorelay) e a filha(Rory), tudo o mesmo tempo, são todas as facetas q viví atemporalmente. Em determinadas situações eu era Lorelay e minha mãe a Emily.. outras eu era a Rory... mas minha mãe JAMAIS foi a Lorelay. Meu filho sempre me teve como Lorelay, doida, excêntrica, criança... ele tb já cuidou de mim por várias vezes como a Rory cuidou da mãe... Eu tb tinha uma melhor amiga COREANA, não chinesa, nem japonesa. Ela me mostrava as novidades da música, mas quem pintou o cabelo de roxo foi eu. Quem teve uma banda foi eu tb hehe. E quem foi pra europa foi ela.
Sara, minha amiga coreana, tb se sentia mto acolhida por minha mãe, ela sabia q era praticamente uma filha tb. - Saudades da Sara e de como éramos.
Ai, ai, ai... e o Jess?? PELAMOR... é o estereótipo dos caras q me atraíam qdo adolescente. Tudo, absolutamente TUDO nele era o q me atraía. Me metí em péssimas por causa disso.
Meu momento Rory, o bonzinho me surpreendeu com um beijo que me fez sair correndo, cedí. Mas o IRRESISTÍVEL Jess sempre aparecia e virava tudo de cabeça pra baixo. Magrinho, mas ombros largos, cabelo pretensiosamente despenteado, esperto, independente, sempre sabia lidar com as situações, consertar coisas, intelectual largado, sem frescura. Surpreendia de outra forma, agarrava e beijava, olhar penetrante, mãos quentes.. nunca se sabia o q esperar dele.. ai, ai... o típico 'bad boy james dean', porém inteligente... sedutor... Meninas, chequem a cena em q ele está com uma camiseta vermelha e o cara (Luke)com um machado. É esse o corpo do tipo de garoto que me deixava LOU-CA! E ele andando então, qdo o Luke joga ele no lago.. ai q andar tesudo WOW! E a cena q Rory (eu :P ) taca um beijo nele e ele vem chegando, seduzido, quase q embriagado de tesão, pelamor, to me excitando hahahahhahahahahah
E o tempo passa, ao contrário de Rory, não fui para uma universidade distante da minha casa, já tinha meu filho na época. Mas mesmo assim o acaso não me privou de aparecer um "Huntzberger" na minha vida. Ao contrário de todo o esterótipo masculino q me atraía. Ele, loiro, olhos azuis, folgado, irresponsávelmente responsável, educadíssimo, família que transita pelo mundo como se fosse o mesmo país. Safado e sem-vergonha, um gosto peculiar por aventuras excêntricas e ao mesmo tempo corretíssimo, cultíssimo. Outro estereótipo corporal, porém, não menos sedutor. Jantares incríveis, viagens fascinantes, o cara q dá a solução PERFEITA pra algum problema meu. Aquele que ao invés de complicar, simplifica.
Nunca me dei bem com os "Jesses" da vida, nisso eu era uma Lorelay, sempre fazia papel de palhaça, na maioria das vezes por puro nervosismo. E daí fui ficando sozinha, entre "Jesses" temporários e "Deans"(bonzinho sem ambição)q nunca me atraíram mto, achava q um "Huntzberger" pra mim era demais, que eu não merecia tudo aquilo, que não tinha nada a ver - aquelas bobagens q a gente pensa qdo a coisa tá na cara e a gente num quer aceitar... tsc tsc tsc.
E assim como pra Lorelay, qdo menos percebí, meu melhor amigo era o amor da minha vida. Meu Huntzberger era meu melhor amigo (Luke), que tb além de ser como um Huntzberger, era tosco e simples, cheio de nobreza e consideração, tb era um Jess todo na defensiva, porém com uma sedução e beijos arrebatadores. Era aquele q em primeiro momento eu só achava um tesão, e dividia situações cômicas e embriagadas. Até q ele me beijou, me surprendeu... sendo uma mescla de todos os homens, do melhor de cada um, nele mesmo.
A Sookie - hahahhahahahahahah - igualzinha minha amiga Vaneska, gordinha q curtia cozinhar (assim como eu), era minha melhor amiga em meus momentos Lorelay. Era exatamente como a Sookie, tinha uma visão do mundo à parte.
A mãe, minha mãe. Sempre foi apenas uma Emily. Isso tirando a parte ruim de minha mãe. RARÍSSIMAS vezes rímos juntas, RARÍSSIMAS! Ela só me fodia (no mal sentido), não valorizava as coisas q eu fazia, tudo pra ela era pouco, insuficiente, abaixava minha auto-estimas como apertasse um botão de 'mute'. Ela era impecável como Emily, educadíssima, exigente, SEMPRE mto bem maquiada, perfumada(francês, óbvio) e com roupas de caimento nunca menos que perfeito, brincos de pressão, adornos dourados... cabelos PERFEITAMENTE arrumados. Ela era assim, SEMPRE! Vejo a Emily e me vem o cheiro de minha mãe, uma mistura de tecido passado, perfume francês, pó facial e nuances de laquê. E surge em meus ouvidos uma voz autoritária, firme e insensível, que não permitia retrucos. E ao longe uma gargalhada que ela só mostrava aos outros.
Apesar de minha conduta social (ir)repreensível - aos olhos dela - barzinhos, música e afins - ela foi a única pessoa desse mundo que eu fui serva, como a mais fiel escrava, principalmente qdo ela à beira da morte. E por amor e respeito, NUNCA por medo. Na verdade nunca tive medo dela. Talvez por isso eu sempre ter feito o q eu queria e achava certo - e isso sempre a irritou profundamente. Enfim...
A mãe, a EU-mãe... meu filho... a criatura mais linda deste mundo. Sempre fomos só eu e ele. O pai biológico - UM GRANDE BOSTA - sempre ausente, e agora q aparece só faz merda, coisa de eu precisar tomar atitude energica, como chamar a polícia por exemplo, pensão nem pensar, nunca deu 1 (UM) real.
Eu e meu filho sempre fomos unidos, sempre falamos a verdade um para o outro, ele tem liberdade comigo e me orgulho mto de ter conquistado isso nele. Óbvio que brigamos, discutímos, eu xingo um monte... Já zoamos em festa da escola, já quebramos brinquedo alheio por simples vingança (claro q ensinei q aquilo era feio, mas a raiva de ambos era tanta hihihi), já mentimos juntos pro professor, sempre comemos porcaria juntos e coisa boa tb!!
mas nossa relação é como no final deste vídeo:
- I love you, mom
- Oh kid.. you have NO IDEA....
com o mesmo abraço apertado.
É assim q sou, é assim q sempre serei, uma tonta como Lorelay, ambiciosa e inteligente como Rory... e raramente uma Emily.
ps.: recado pro meu gatão... cheque a cena da Lorelay qdo recebe flores do Luke, qdo ele a beija do nada e como ela reage qdo entra na lanchonete dele hehe E a mais importante: O Huntzberger é o loiro que a Rory pula de guarda-chuva de mãos dadas, é exatamente esta sensação que tive qdo vc entrou na minha vida, este é o mundo que vc me apresentou: os sonhos que se realizam.
E esta é minha vida, através de imagens emprestadas de um seriado de TV. E olha q neste vídeo nem aparece as cachaceada da Lorelay e da Rory, até da Emily tem huahuahuahauha Fico mto feliz em lembrar de tudo como foi. Não mudo nada. Me orgulho em ser mais Lorelay que qualquer coisa, não quero ser impecável e implacável como Emily, pra mim felicidade é outra coisa... e meu coração sempre será Rory. De todos os beijos, meu preferido é o de Luke... que deixa Lorelay sem ação, inebriante... é isso o q sinto qdo o gatão me beija inesperadamente. Me sinto uma tonta, e adoro me sentir uma tonta pra quem me conhece de verdade.
Afinal, o que é a vida senão a gente ser um bobão sempre aprendendo, né?
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Sobre "saco cheio" e "pessoas frustradas"...
Mesmo soando como um pleonasmático paradoxo, vou manter este título.
1°- Tô de saco cheio de gente frustrada
Tem gente que nasceu só pra encher o saco. Essa tal de Márcia, por exemplo. Nem sei quem é, como é ou o que quer além de encher o saco. Aparece aqui de vez em qdo e só fala merda. Nêga, eu tô na minha, no meu espaço. Não tenho nada contra vc, ví no seu blog lamúrios e tormentos terríveis, mas o prob é só seu, não tenho nada a comentar, por isso não o fiz e sequer visitei seu blog mais de uma vez, justamente por não me interessar por vc ou sua vida. Tô nem aí pra vc. Vc pode ser uma pessoa super bacana e tal, mas pelo meu livre arbítrio quero me poupar de te conhecer mais, posso estar perdendo mto ou posso estar não perdendo nada. Capice? De qqr modo o problema vai ser só meu.
Problema meu, MEU. No MEU blog.
Problema seu, SEU. No SEU blog.
2° - Cada um com seus 'POBREMAS'
O blog é meu, escrevo o q quero, faço o que quero, invento e/ou aumento o que eu tiver vontade. O direito de escrever o que quero prolonga-se aos blogs q visito, afinal existem normas subentendidas na internet. Normas estabelecidas pela boa educação e respeito, deste modo gera-se o interesse em comum e por seguinte as amizades. Assim sendo, se eu não me interesso pelo blog, não comento. Impossível comentar todos os posts q me interesso, portanto o faço às vezes. E nunca com críticas pretenciosamente destrutivas - o que reflete uma baita falta de etiqueta virtual. Coisa de gentalha.
Se for pra xingar, falar palavrão e outras baixarias, eu faço aqui. No meu espaço, na minha página. Não vou no blog dos outros deixar recadinho de vida pessoal alheia - outra puta falta de educação, tanto com o alheio, como com o dono do blog. No MEU espaço eu aumento, eu invento, eu viajo, eu me abro, eu me sacudo, eu choro, eu rio, eu grito, eu rebolo e bato um bolo, eu toco uma, eu gargalho, eu me embriago (em todos os sentidos), eu fantasio, eu poetiso, eu imagino, eu construo e eu destruo. EU. Pois simples assim, o blog é MEU.
Quem não gostar ou se interessar pelo MEU espaço, é mais simples ainda. Basta ir lá na pasta 'Favoritos' e com o botão direito do mouse clica 'Excluir' e, voilá!! O endereço do MEU blog desaparece do seu browser como por encanto! E NUNCA mais vcs vão precisar ler minhas coisas inventadas e/ou aumentadas ou tristezas ou viagens ou sonhos ou comentários que não são do seu agrado!!! Viram como é simples?
Outra dica aos que sofrem de falta de auto-controle e não resistem a dar uma xeretada nestas coisas horríveis que escrevo, nessas coisas de gente doida que precisa se tratar... a solução é mais fácil ainda!!
Acompanhem comigo: arraste o seu mouse, não o MEU, o SEU, até o canto direito da sua tela. Isso, mto bem! Agora vc consegue enxergar um risquinho, um quadradinho e um X - um do ladinho do outro?? Calma, olhe com atenção, tá aí sim, tenho certeza, achou?! Ótimo, então podemos continuar, conduza a setinha que representa o movimento do mouse bem no meio do X e com o botão esquerdo vc CLICA! E UAU!!!!! Vc não precisa mais ler esta porcaria!! Viram que superlegal e fácil é exercer nosso livre arbítrio e vontade?!! Acharam que era preciso anos te terapia pra conseguir isso, né?
Agora que nos livramos, digo, ajudamos os infelizes leitores a se livrarem deste 'maldito' blog, voltaremos à nossa programação normal em respeito aos nossos felizes leitores. Obrigada pela audiência.
sábado, 6 de setembro de 2008
Ha Ha Ha - é rir pra não chorar
A idiota liga depois de váaaaaaaarias horas relutando:
- Vc pode vir aqui, agora?
- Agora? Não dá, tô ocupado.. lavando louça.
- Sei... dá pra vir?
- Pra quê?
- é importante...
- agora não dá, tô ocupado, lavando louça. Vá fazer alguma coisa!! Levanta a bunda daí! Vaicar aí deitada e acabada só pq fui tomar com meus amigos ontem?
(escuto isso depois do q ele fez ontem, depois de recebê-lo bêbado na minha cama, olhar pra aquela cara de pouco caso, com esfiha GELADA debaixo do braço q ele trouxe pra retribuir as comidinhas feitas na hora e com todo o cuidado pra ele, além do ronco INSUPORTÁVEL, é claro)
- então tá, falo por telefone mesmo. Não quero mais namorar vc. Se eu não tenho vc qdo eu preciso eu não vou ficar a dispor de alguém q não se dispõe a mim. Cansei. Só estou assim sem disposição pq fico contando com vc e qdo preciso vc NUNCA pode ajudar. Ultrapassou meu limite! Eu não sou isso, não sou assim e vc fazendo essas coisas só tá alimentando tristeza em mim. Chega, não quero isso mais. Não quero um relacionamento assim pra mim, não é isso q busco.
- tá bom então. o q eu posso fazer?
- Se vc dá mais valor pra lavar a louça do q pra algo importante q tenho a dizer, meus sentimentos, eu mesma, então não há o q se fazer. Já q vc prefere lavar a louça não tenho nada a dizer. Foi por isso q te chamei aqui, pra dizer o q vc poderia fazer se quisesse continuar, mas serve de boa ilustração sua preferência por lavar a louça sobre o como vc me trata.
- Então é isso. Já entendí seu recado, tô ocupado, até mais. TCHAU!(berro).
- é isso o q vc queria o tempo todo né? Me conduziu a isso...?
- TCHAU! (berro) Tô ocupado!
(e desligou na minha cara)
Eu mereço, né?
Capacha total serve só pro cara limpar os respingos do sapato enqto lava a louça.
Agora é definitivo
ou morro
ou renasço
em outra cidade, obviamente
e sem contato com NADA e NINGUÉM desta terra miserável em q vivo agora.
Nostalgia faz-de-conta
Sabe qdo vc tá re-pensando a vida e fica olhando (procurando) fotos e imagens de terceiros mais felizes q vc?
Pois é. Deprimente, não? Principalmente qdo vc acha.
Não pelo fato q eu querer me sentir mais merda ainda, não! O fato q estou buscando parâmetros, aqueles, que eu costumava ter, que se dissiparam, sumiram e largaram este bolor, este pedaço de mofo fechado em sí e trancado em casa.
Não sou deprimida por natureza... só não tive uma vida mto fácil até aqui e honestamente minha sforças pra aguentar merda se esgotaram.. e claro q caio no chão e fico como estou.. sem conseguir dizer uma palavra, sem me mover, com todos os músculos da face relaxados, com preguiça de ir ao banheiro.. sem apetite... só preocupada com a enchição de saco de ter q comprar cigarro e bebida. SACO! Cade o delivery nesta merda de buraco q vivo????
Enfim.
Como a vida pode ser feliz, né, gente?!! Eu não sabia disso!!!
Aquelas coisas simples e idiotas no momento q acontecem, como seu pai e irmãos te acordando e tirando foto de vc com cara amassada no seu aniversário de 18 anos!!! E a festa de 15 anos então??? Aquele momento fantástico pra qqr garota, a não ser pra mim, q tive q ter uma festa obrigada pela minha mãe pois viajar era fora de questão... falei q não queria nada então, ela fez a festa.. eu TIVE q ir... e sou culpada até hj do meu pai ter gasto horrores naquela merda q eu nem queria q acontecesse. Aos 32 anos ainda não perdem uma oportunidade de me cobrarem aquela PORRA de festa.. pfui
Do relacionamento bom q tive com meu pai me lembro de vassoura e de dinheiro, e só.
Qdo eu queria aumentar as proporções de minha casinha de boneca q não ter q me esfregar no chão cheio de pedregulho eu era obrigada a cambalear com a vasoura, na verdade era O X 1 pra ela, mas qdo meu pai via aquilo me chamava e dava "dinheirinho pra comprar doce". Pouco machista, né?
Ainda assim recebo esses momentos como felizes. Eram poucos, raros, únicos.
Nunca ninguém pegou um caderno meu pra ver se eu tinha feito a lição. Mto menos apareceu na grand efeira de ciências de meu colégio onde por meses cultivei uma espécie de borboleta, da larva, ovos, larva, borboleta.. dentro de vidros... e com um mosaico gigantesco feito a altas horas da madrugada por eu sozinha, para o gran finale da feira.... ninguém da família compareceu, sequer soube disso, até souberam, mas whatever, "coisas de escola, deixa ela q se foda, temos coisas mais importantes pra cuidar".
Enqto isso os pais dos amiguinhos estavam lá celebrando e exaltando os coitados q nem tinham se classificado. A auto -estima deles crescia... e a minha(...) o único 'parabéns' q recebí foi da professora, e pq meu trabalho era inquestionavelmente o melhor. Um (numeral) único parabéns, e por obrigação.
No ano seguinte decidí "ah agora ninguém me segura! Vou arrebentar! E todo mundo vai me elogiar e descobrir q sou inteligente e sensível e dedicada...."
Fiz uma maquete recriando um feudo. Todo o sistema feudal estava lá. Sozinha, moldei palitos de dente pintados de marrom com umas ranhuras em marrom claro pra dar mais realidade, com crepom delicadamente moldado em copa de arvore, alguns mais claros, outros mais escuros, conforme a posição do sol q eu tinha estabelecido. O castelo moldado em argila q levei semanas pra fixar a torre, bem de princesa mesmo...
O riacho, o bosque, o castelo, a área dos suseranos e a dos vassalos, o pomar e a (mal)bendita igreja, ponte elevadiça em palitos de sorvete, riacho em volta do feudo de água de verdade... ai ai.. como era bom ser criança e ter esperança q aquilo td ia ser reconhecido...
Tenros e precoces 9 anos... desde lá, sempre sozinha.
Outra vez o único parabéns foi da professora.. mas nessa vez a realidade se fez presente... alguns infelizes destruíram minha maquete. Mas td bem, passou, fiquei trsite na época. Mas não mais triste q o mosaico da borboleta q a infeliz de minha cunhada jogou no lixo junto com outras coisas preciosas minhas, junto com o sofá de couro da minha mãe e mto mais coisa... tudo segundo ela "fazendo um bem".
Sou pacata, justa e honesta. Leal e fiel. Amorosa e ingênua. Não sou gordo, finjo um porte atlético, pois ta tudo flácido. Não tem espaço pra mim nesse mundo.
Eu não quero morrer....
mas eu tb não quero mais viver. Não assim. Assim não quero mais. Assim não brinco mais.
- já q nunca usei desse artifício qdo criança uso hj.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Do ser capacha total - (já que vc gostou tanto no blog da Sílvia)
Maldita hora... eu e minha boca grande.. tsc tsc tsc
Conhecem a piada do "wiiiiiiide mooooooouth frooooog"? POis é.. fiz a asneira de falar do blog pro namorado e daí já viu né... ele comenta em toda a redondeza, menos aqui, ok ok comentou sob pseudonimo UMA vez. Afinal é namorado, comentou pra me agradar... (pensando) ué? mas pq então comentou escondido? TÓIM - já sei, gente, não sou tão idiota - como ele pensa.
Agora não posso escrever o que quero e tenho q contornar a situação escrevendo o q ele quer ler sem saber que eu sei que ele lê e quer ler isso ou aquilo. Entenderam?
coisas de mulher
mulher louca e de baixa auto-estima! só uma imbecil pensaria assim. Quero q se FODA!
Hoje to em casa e não pretendo sair.
Tava esperando o namorado ligar enqto preparava surpresas e afins - não me canso de ser otária, pfui - aí ele liga e diz q tava estressado e td deu errado e blah blah blah.. e eu toda no clima digo "ah bonitão, quiéisso.. não fica assim não.. hj vou ser bem boazinha com vc" e toma na cara um "vou sair com o amigo gay tomar várias, hj to afim de beber, depois a gennte se encontra".
Fiquei atônita. Já era sabido q meu filho iria dormir no amigo, estou sozinha em casa.. e coincidentemente TODAS as vezes q fico sozinha o ser esdrúxulo dá um jeito de não comparecer.
Já conversamos sério sobre isso ( meu filho em casa) q tava cortando o clima e tal.. e qdo ele se ausenta o tosco se ausenta tb?? Que merda é essa??
Sabe, tô cansada de ser CAPACHA TOTAL. Cansada de pagar pau. LITERALMENTE.
Comigo não tem grana pra sair, o q nos força a ficar em casa e eu cozinhar (ou pagar a comida), mas pra sair com os gays ele tem...
Nossa ... como to cansada disso.
QUANTA PATIFARIA! Pelamordedeus!
Perdí o tesão.. perdí.. na verdade nem sei se tenho mais.. o q é tesão mesmo? É quando vc tá caindo de sono e algo aparece no meio das suas pernas e pergunta: "isso foi um gozo?"
Ainda bem q isso foi antes de, novamente, eu, estúpida até o toco, reservar uma pousada no litoral norte BEMMMM acima do valor q eu tinha imaginado, só pra nosso aniversário de 2 anos ser "perfeito?".
Desistí da viagem.
Não me interessa que pra encher a cara de cachaça barata (num bar caro) ele tenha grana e q isso não reflita em 3 dias de viagem, no meu carro, com minha gasolina e eu pagando a estadia e a comida... claro q não me importo com essa relação. Inclusive quero q se FODA qqr relação sobre qqr coisa.
Poderia ser moeda e pinga com o guardador de carro, desfazer de meus planos, de última hora, de novo? Isso não tem preço. Xô pra lá mastercard, eu sou mais visa. E eu idiota só não fiz a reserva pq queria q ele visse as fotinhos do lugar, se era aquilo q ele tava afim.. AI COMO SOU IDIOTA!
Acho q se eu não tivesse perdido meus amigos por estar namorando tanto tempo eu terminaria com mta facilidade. Não quero me sentir sozinha gora.. acho q é só por isso q continuo sendo capacha desse cara insensível.
Penso com meus botões... Tenho 32 anos, em breve, mto breve 33... a idade que amaioria das mulheres desejam algo mais estável, ou filho, ou casamento, ou namorado, ou tudo junto. Sossego, é isso q eu quero. Mas sossego com carinho, atenção, calor, compreensão e MUITO TESÃO!
Quero q num olhar ele me queime por dentro e eu me arreganhe toda.. quero q quando eu olhar ele fique de pau duro e pule pra cima de mim... quero q quando ele páre num lugar comprar cigarro o chocolate q gosto, e não a bala q veio de troco...
Quero q quando ele pense em relaxar que ele lembre de mim e fique louco pra chegar logo e receber meus carinhos... Quero q ele me faça surpresas das mais bobas e conserte coisas q me faltam e eu fico deixando pra depois... quero q ele diga 'eu te amo' antes de eu dizer... quero q ele fale como eu faço ele feliz e num êxtase a gente se abrace e role no chão e faça amor de novo, e de novo, e de novo......................................................................................................................................................................
Quero q ele não me peça desculpa, mas que nunca repita algo q ele viu me magoar. Quero sair correndo com ele, me enfiar no mato, mergulhar no mar, aprender coisas novas, relembrar antigas... rir da desgraça, consertar a tristeza e espalhar a alegria...
E, plagiando o 'barão', eu quero um amor que seja bom pra mim...
DEvo me conformar em ter só o q tenho?
Viro a mesa? Saio correndo sozinha? Mudo de cidade q há tanto tempo quero?
Mas e como viver com essa triste condição da solidão qdo não se quer estar só? Viví os prazeres da solidão até o talo já!!! Toda a minha vida foi isso! E nesses míseros (pra mtos) 2 anos, estou tendo momentos de intensa alegria como nunca tive qdo solitária...
Que escolha cruel.
Esses dias assistí aquela jossa de 'jogo de cintura', mas o assunto veio a calhar... "viajar pra se encontrar, existe?" Passou umas cucarachas falando e uma delas disse como lendo meu coração: "eu não sou mais eu, perdí-me de mim toda. Não me lembro mais do que gosto ou do q sei fazer, esquecí o q me dá prazer, esquecí no que sou útil e o q faço melhor, não sei mais o que quero... esquecí-me dos meus sonhos, me perdí de mim".
Isso não é depressão! Há tempos sinto essa NECESSIDADE de sair deste buraco de cidade q moro. Parece q estou engolida... e talvez ele faça parte do engôdo "tudo melhora a seu tempo"
PFUI!!!!
Vou mandar uma msg:
- vai demorar, gatão? tô com sono...
melhor não pois é mais provável q ele responda "então vá dormir"(e me deixe sossegado enchendo a cara que tô de saco cheio de vc!) essa parte é subentendida, afinal é mta coisa pra digitar bêbado num celular.
- e ae? vem me comer?
tb não, pois, sinceramente não to com vontade nem de tomar banho depois do q ele fez, imagina tomar a iniciativa... xé (sem contar q a resposta seria "claro! depois")
- não precisar vir dormir aqui hj, quero sexo, portanto vou me masturbar e prefiro vc roncado bem longe pra não me atrapalhar.
mto longo, nem eu sem beber digitaria td isso num celular
- to mto triste com vc
nem fudendo.. a resposta eu já conheço, já recebí: "não encha o saco! tô na boa tomando aqui, dá um tempo, porra!" - e ele digito porra no celular, pra isso ele se dá ao trabalho de demorar mais alguns segundos na resposta. Imagina a raiva dele por mim...
Em paralelo, escuto as gargalhadas dele no bar... neeeeeemmmm aí pra mim, se pá até falando mal, do tipo "não sou casado! ela não tem o q achar ruim rarrrraarrarrararara"
Faço tanto, pago tanto, ajudo tanto, aconselho, seguro a onda tanto, mas tanto... q esse comentário sequer deveria passar perto de se referir a mim. Porém já me foi dito na cara várias vezes, claro que com ele bêbado igual gambá, do jeito q vai chegar, pra 'me namorar'...
e esse foi mais um episódio do "O incrível namoro unilateral da Loira e sua Pasta"
a seguir, cenas dos próximos capítulos.
-
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Catando conchinhas quebradas
Andei visitando um blog (que jeito horrível de começar um texto!!! verbo de ligação + gerúndio AFFF, como tô mal!! ECA!!) uma cartunista frustrada, assim como eu jornalista frustrada e designer nas horas vagas - cof cof - digo, de apuro, quando à beira da morte por inanição. Logo posto mais sobre o blog dela, no momento ainda não obtive retorno, enfim... num trecho do post "avise se for sumir" ela conta sobre o primeiro beijo com um amiguinho, que de repente, a beijou e de repente, sumiu. E elas em suas primeiras dores de amor e abandono não sabia o motivo - a gente nunca sabe - e apenas anos mais tarde ela soube que o garoto tinha sido atropelado e morrido na hora, pouco tempo depois de dar o beijo inesquecível nela...
Além de várias outras semelhanças entre eu e essa garota do blog, lembrei-me de um amor de praia que tive... acho que nos meus tenros 8 anos, por volta disso. Se não me engano em Peruíbe. Foi numa viagem inesquecível a qual minha mãe prendeu meus 4 dedos inteiros na porta do carro, sabe aquela batida forte na porta, propositalmente já sabido o carro véio ter pobrema?? Pois é.. meus dedos ficaram no meio. E sem brincadeira, acho q durante uns 5 minutos.. até minha mãe - que nunca se importou comigo de fato, só com o que os outros pensavam dela em relação a mim.. o tipo de mãe q toma conta dos filhos só pros outros dizerem que ela é uma grande mãe PFUI! até ela perceber que enquanto puxava minha outra mão pra eu acompanhá-los eu estava literalmente PRESA no carro pela outra mão, obviamente eu chorava, mas eu nunca fui do tipo de criança chata e birrenta, se eu chorava é pq eea sério, na verdade isso nunca fez mta diferença, afinal nem sendo assim ela me levava à sério.
Tirando essa parte ruim - péssima, logo no primeiro dia - conhecí um garoto que estava numa casa ao lado, ele era da capital SP e eu do interioRRR. Nós dois éramos mto quietos. Muitos olhares e gestos, poucas palavras. Pela primeira e única vez eu preferí ficar em casa do que correr pro mar...
Ele tinha liderança e consideração. Ele era um moleque muito amado que se virava sozinho.. e eu uma menina desengonçada - afinal meninas têm q se portar como meninas, e eu era praticamente um moleque que vivia pendurada na goiabeira da minha casa, às vezes no telhado da lavanderia... - e eu era um 'peso' pra família, ninguém tinha saco de entreter uma criança mais, achavam que me jogando suzis e barbies eu calaria minha boca e os deixaria em paz, assim como eu faço com meu cachorro pra ele parar de latir jogando um osso pra ele.
Nunca eu e o garoto falamos de problemas familiares, mesmo eu sempre tendo sido mais madura que minha idade cronológica, não era esse nosso interesse. Acho q pela primeira e única vez eu me sentí criança de verdade, com ele. Pulavámos o muro da casa pra nos encontrar, o dia todo, todo dia, cumpríamos nossa tarefa de filhos (almoçar e brincar na sala) e fugíamos pulando muro, corríamos pela rua em direção à praia, vez em qdo sem perceber, estávamos de mãos dadas... e nada além de uma maravilhosa compania nos passava na cabeça...
Os adultos, já disvirtuados, viam naquilo a grande merda q nos persegue até hj "tá de namoradinhooooo-o-u-oou". E graças a deus nem tinhamos idéia do q era aquilo, tinhamos, achavamos q era um SACO esse papo de ser infeliz e ter q estar com outro por obrigação.. a gente era feliz e tinha prazer em estar junto, algo q em nada se parecia com aqueles tediosos namoros que nos exibiam irmãos e pais.
Um dia conseguimos corer pra praia, juntos, de mãos dadas... ele me disse que não deixaria meus pais ficarem bravos comigo, e eu acreditei, e pela primeira e única vez na minha vida um homem cumpriu o que ele falou.
Na praia catamos conchinhas, de todos os tipos.. as mais lindas e enormes ele trazia e dava pra mim, ele queria achar a maior e mais linda só pra me dar.. me lembro como se fosse hj ele dizendo isso... Gente do céu!! Ele se preocupava até com minhas bonecas!!! Dizia que algumas conchinhas poderiam virar pratinhos pra eu brincar - o que me lembra que uma vez começou a chover e ele viu q eu tinha esquecido uma boneca pra fora da varanda, ele pulou o muro só pra deixar ela na parte coberta...
Tá me dando até vontade de chorar agora... Onde será que ele está? O que aconteceu com ele? Como era o nome dele? No que trabalha? Tá vivo? Casou? Qtos filhos tem??? Tá feliz??
Nem me lembro do rosto dele direito.. deve ter mudado mto, mas tb penso naqueles que cruzam nosso caminho só naquele momento, só praquilo.. e nada mais. Tudo aconteceu só pra eu ter essa lembrança linda e me apegar a ela, pra ter a certeza que um dia um homem (garoto) me tratou com o mais puro amor e consideração que alguém pode ter.
- Seus pais falam alto né?
- é... muito...
- isso deixa a gente triste né?
- é...
- Minha mãe falou que eles conversam alto, que é coisa de adulto, a gente num entende
- é... a minha fala a mesma coisa
- mas vc tá triste
- tô, eu queria parar de escutar eles falando alto...
- Então venha aqui, dá a sua mão
E ele correu comigo pra bem longe, e nos dois ofegantes:
- Acho que daqui não dá mais pra escutar, dá?
- não, não escuto mais eles
- Então vamos tomar um sorvete que minha tia me deu dinheiro
Puxa vida... ele me socorreu, me ajudou, me acalentou, me consolou, me confortou... Sem eu pedir, sem eu sequer explicar qqr coisa q eu sentia...
Onde será que ele está agora?
Eu queria tanto tomar um sorvete na beira da praia... sem falar nada, sem discutir minha dor, sem tentar achar solução pra nada.. só vivendo, simplesmente, de mãos dadas, sorrindo pro mar e feliz por alguem cuidar de mim só por prazer.
Estar comigo, por estar com vontade de estar comigo. E fazer de cada minuto algo inesquecível... tanto é que isso aconteceu há 25 anos atrás, e eu não me esquecí.
E jamais esquecerei.
