Sabe qdo vc tá re-pensando a vida e fica olhando (procurando) fotos e imagens de terceiros mais felizes q vc?
Pois é. Deprimente, não? Principalmente qdo vc acha.
Não pelo fato q eu querer me sentir mais merda ainda, não! O fato q estou buscando parâmetros, aqueles, que eu costumava ter, que se dissiparam, sumiram e largaram este bolor, este pedaço de mofo fechado em sí e trancado em casa.
Não sou deprimida por natureza... só não tive uma vida mto fácil até aqui e honestamente minha sforças pra aguentar merda se esgotaram.. e claro q caio no chão e fico como estou.. sem conseguir dizer uma palavra, sem me mover, com todos os músculos da face relaxados, com preguiça de ir ao banheiro.. sem apetite... só preocupada com a enchição de saco de ter q comprar cigarro e bebida. SACO! Cade o delivery nesta merda de buraco q vivo????
Enfim.
Como a vida pode ser feliz, né, gente?!! Eu não sabia disso!!!
Aquelas coisas simples e idiotas no momento q acontecem, como seu pai e irmãos te acordando e tirando foto de vc com cara amassada no seu aniversário de 18 anos!!! E a festa de 15 anos então??? Aquele momento fantástico pra qqr garota, a não ser pra mim, q tive q ter uma festa obrigada pela minha mãe pois viajar era fora de questão... falei q não queria nada então, ela fez a festa.. eu TIVE q ir... e sou culpada até hj do meu pai ter gasto horrores naquela merda q eu nem queria q acontecesse. Aos 32 anos ainda não perdem uma oportunidade de me cobrarem aquela PORRA de festa.. pfui
Do relacionamento bom q tive com meu pai me lembro de vassoura e de dinheiro, e só.
Qdo eu queria aumentar as proporções de minha casinha de boneca q não ter q me esfregar no chão cheio de pedregulho eu era obrigada a cambalear com a vasoura, na verdade era O X 1 pra ela, mas qdo meu pai via aquilo me chamava e dava "dinheirinho pra comprar doce". Pouco machista, né?
Ainda assim recebo esses momentos como felizes. Eram poucos, raros, únicos.
Nunca ninguém pegou um caderno meu pra ver se eu tinha feito a lição. Mto menos apareceu na grand efeira de ciências de meu colégio onde por meses cultivei uma espécie de borboleta, da larva, ovos, larva, borboleta.. dentro de vidros... e com um mosaico gigantesco feito a altas horas da madrugada por eu sozinha, para o gran finale da feira.... ninguém da família compareceu, sequer soube disso, até souberam, mas whatever, "coisas de escola, deixa ela q se foda, temos coisas mais importantes pra cuidar".
Enqto isso os pais dos amiguinhos estavam lá celebrando e exaltando os coitados q nem tinham se classificado. A auto -estima deles crescia... e a minha(...) o único 'parabéns' q recebí foi da professora, e pq meu trabalho era inquestionavelmente o melhor. Um (numeral) único parabéns, e por obrigação.
No ano seguinte decidí "ah agora ninguém me segura! Vou arrebentar! E todo mundo vai me elogiar e descobrir q sou inteligente e sensível e dedicada...."
Fiz uma maquete recriando um feudo. Todo o sistema feudal estava lá. Sozinha, moldei palitos de dente pintados de marrom com umas ranhuras em marrom claro pra dar mais realidade, com crepom delicadamente moldado em copa de arvore, alguns mais claros, outros mais escuros, conforme a posição do sol q eu tinha estabelecido. O castelo moldado em argila q levei semanas pra fixar a torre, bem de princesa mesmo...
O riacho, o bosque, o castelo, a área dos suseranos e a dos vassalos, o pomar e a (mal)bendita igreja, ponte elevadiça em palitos de sorvete, riacho em volta do feudo de água de verdade... ai ai.. como era bom ser criança e ter esperança q aquilo td ia ser reconhecido...
Tenros e precoces 9 anos... desde lá, sempre sozinha.
Outra vez o único parabéns foi da professora.. mas nessa vez a realidade se fez presente... alguns infelizes destruíram minha maquete. Mas td bem, passou, fiquei trsite na época. Mas não mais triste q o mosaico da borboleta q a infeliz de minha cunhada jogou no lixo junto com outras coisas preciosas minhas, junto com o sofá de couro da minha mãe e mto mais coisa... tudo segundo ela "fazendo um bem".
Sou pacata, justa e honesta. Leal e fiel. Amorosa e ingênua. Não sou gordo, finjo um porte atlético, pois ta tudo flácido. Não tem espaço pra mim nesse mundo.
Eu não quero morrer....
mas eu tb não quero mais viver. Não assim. Assim não quero mais. Assim não brinco mais.
- já q nunca usei desse artifício qdo criança uso hj.
sábado, 6 de setembro de 2008
Nostalgia faz-de-conta
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